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Dois Candangos

No dia 3 de abril de 1962, por volta das 13 horas, houve um acidente no canteiro de obras da Universidade de Brasília, sob responsabilidade da construtora Martins de Almeida S.A. – COMASA, que resultou na morte de dois operários. No momento do acidente as vítimas trabalhavam na escavação de subsolo,...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor principal: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (Brasil)
Formato: Online
Lenguaje:Português
Acceso en línea:https://memoria.tjdft.jus.br/dois-candangos
Descripción
Sumario:No dia 3 de abril de 1962, por volta das 13 horas, houve um acidente no canteiro de obras da Universidade de Brasília, sob responsabilidade da construtora Martins de Almeida S.A. – COMASA, que resultou na morte de dois operários. No momento do acidente as vítimas trabalhavam na escavação de subsolo, naquele momento com 5 metros de profundidade, segundo o laudo pericial. O desmoronamento da terra ocorreu em virtude da trepidação do solo provocada pelo funcionamento de máquinas de terraplanagem nas proximidades. De acordo com relatos de testemunhas, uma terceira pessoa ficou parcialmente soterrada, com terra até a cintura, tendo sobrevivido ao acidente. Os “dois candangos”, por sua vez, foram retirados já sem vida dos escombros, debaixo de terra, pedaços de madeira, e ferragens dos andaimes, por outros colegas operários que estavam no local. Durante a construção de Brasília ocorreram diversos acidentes de trabalho envolvendo os operários conhecidos como “Candangos”. Um dos mais marcantes foi o desabamento de terra que soterrou dois jovens operários, de 18 e 28 anos, que trabalhavam na construção do campus da Universidade de Brasília. No local do acidente foi construído um auditório, ao qual foi dado o nome de “Dois Candangos” em homenagem às vítimas: Gildemar Marques Pereira e Expedito Xavier Gomes.